Como silenciar a sua mente propensa a comparações.
Mantenha atenção plena para retomar a alegria que a comparação rouba.
Quando nos comparamos às outras pessoas, nossa felicidade se torna menor a cada vez! A comparação rouba a felicidade!
A palavra “comparar” tem origem no latim “comparare”, que significa “colocar ao lado, comparar”. Esta palavra é formada por “com”, que significa “junto”, e “parare”, que significa “fazer par, colocar ao lado para observar as diferenças”.
Historicamente, é possível perceber que que quando uma pessoa se compara a outra, muitos problemas pode surgir daí.
Neurologicamente, a comparação entre pessoas, ajudou os humanos a sobreviverem dentro de seus grupos.
O ser humano tem a tendência a se comparar, mas muitas vezes, ele o faz com pessoas ou situações que estão acima da sua e por isso sente-se inferior. O que as pessoas não percebem é que existe uma massiva campanha da mídia a levar as pessoas a vitimização, nos mais diferentes meios de comunicação e atualmente mais efetivamente nas redes sociais.
A comparação serve para criar uma hierarquia entre as pessoas, de forma a se organizarem nesse sentido, elevando ou rebaixando a sua “importância” social relativa. De certa forma tem sua utilidade na formação da herança social que passamos para os nossos descendentes, orientando-os na expectativa de desempenho que se esperam deles, a fim de se manter o patamar evolutivo que aquele grupo alcançou. Resumidamente, serve para saber como cada um está se saindo diante da média geral do grupo. Isto impulsiona o desempenho e mantém a competitividade ativa, o que é bom para a evolução de todos.
Divergir demais do grupo corre-se o risco de isolamento e retaliação. Eis aí um dos aspectos do Bullying nos dias de hoje.
A comparação pode ser benéfica, por exemplo: quando comparamos o estado de um paciente que tem transtorno de depressão e que durante o processo de psicoterapia ele apresenta elevações do humor e crescimento autocentrado. Só ser percebe o seu ganho se for feita comparações com outros pacientes com o mesmo transtorno.
E a comparação pode ser maléfica quando uma pessoa possui um transtorno de imagem corporal e que na comparação com o seu ideal, ela possa desenvolver transtornos múltiplos associados a depressão ou dependência emocional. Fragilizando ainda mais a percepção de si mesma e complicando seu estado psicológico.
As postagens nas redes sociais possuem enxurradas de comparações com fotos de lugares maravilhosos, forma física impecável, brincadeiras inteligentes e divertidas e muitos mais. Esse bombardeio de comparações que sofremos diariamente reforça a forma de “comunicação para fora”, expor-se. E isso nos afastou da comunicação com nós mesmos. Isso só piora as coisas porque nos afastamos da nossa essência e é justamente nela que encontraremos as respostas para aliviarmos as tensões comparativas que fazemos diariamente.
Como fazer então para que o processo de comparação não nos afete de forma negativa?
Toda vez que fizer comparações, esteja consciente do que está fazendo.
Lembre-se que nem todas as pessoas são idênticas em capacidade e aparência. Isso as diferencia, mas não as diminui. Só as tornam diferentes com desafios próprios. Todos tem desafios.
Lembre-se que ao comparar, estabeleça metas e objetivos a alcançar. E que isso não é uma muralha, mas só um ponto focal a se desenvolver naquela direção para crescer.
Quando no processo de comparação, diga a si mesmo que só continuará se isso gerar lucros no seu crescimento. E que parará se resultar em prejuízos.